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13 de março de 2017

Reduzir, tratar e reutilizar.

Word Water Day 2017 WastewaterDia 22 de março é o dia Mundial da Água todos os anos e tem como objetivo estabelecer estratégias para a adoção de medidas visando combater a crise da água. Hoje, existem mais de 663 milhões de pessoas sem abastecimento de água potável em sua casa, aguardando inúmeras horas numa fila ou caminhando longas distancias até uma fonte e ainda sofrem com os impactos na saúde pelo uso de água contaminada.

O tema deste ano traz um alerta: Por que desperdiçar água? O tema ocorre em apoio ao SDG 6.3 (Sustainable Development Goal Indicators), que tem com o meta até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando o despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo pela metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e a reutilização segura em todo o mundo, ou seja reduzir a poluição, tratar e reutilizar as águas residuais.

A empresa que você atua tem metas ligadas a estes objetivos da ONU?

Globalmente, a grande maioria de todas as águas residuais de nossas casas, cidades, indústria e agricultura fluem para a natureza sem tratamento ou reuso – poluindo a água que bebemos, que tomamos banho e irrigamos e por outro lado desperdiçamos valiosos nutrientes que são descartados nas águas residuárias.

A produção agropecuária tem um papel fundamental nesse cenário. Além do intenso uso da água na produção agrícola para uso na alimentação animal, ainda temos o uso da água na agropecuária e a geração de dejetos que não são tratados e lançados no meio ambiente poluindo as águas e solo.

A responsabilidade é de todos na busca por reduzir, tratar e reutilizar nossos recursos hídricos. Temos todas ferramentas necessárias para a adoção de técnicas adequadas para cada realidade. Lançar mão destas técnicas e assumir sua parte é só uma questão de responsabilidade com a sustentabilidade do futuro de cada atividade.

Reduzir e seguramente tratar e reutilizar as águas residuais, por exemplo na agricultura e na aquicultura, protege os trabalhadores, os agricultores e os consumidores, promove a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar.



2 de fevereiro de 2017

O consumo de água e o futuro da nutrição na agricultura

By: Luiz Fernando Schmitt

Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade de Passo Fundo com MBA em Gestão de Negócios pela FGV e Especialização em Programas Avançados de Gestão pelo ESADE/Barcelona, na UPL é Responsável pela Unidade de Negócios de Nutrição Brasil.
logo_linkedinUm novo estudo foi divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre os efeitos das mudanças no clima que afetaram drasticamente o nível de precipitação na América do Sul até o fim do século 21.  Os relatórios “O Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação (SOFA, na sigla em inglês)” e “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar e Nutricional da América Latina e Caribe” mostram uma diminuição de 22% das chuvas no nordeste brasileiro, enquanto o sul enfrentará um aumento de 25%.  A conclusão do estudo é que estas alterações terão importantes efeitos sobre a agricultura latino-americana e caribenha, e será cada vez mais difícil realizar colheitas, criar animais, gerir florestas e pescar nos mesmos locais e da mesma forma que anteriormente.
Estes dados apontam para a importância crescente na gestão dos recursos naturais e hídricos no Brasil e no mundo. Não somente para a manutenção da qualidade e produtividade para alimentar a população, a agricultura tem um papel muito importante pelo consumo destes recursos na hora de plantar. De acordo com o último relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA), a atividade agrícola é responsável pelo uso de 72% dos recursos hídricos utilizados no Brasil, onde grande parte dessa água é utilizada pelas plantas para a manutenção da produção agrícola e pecuária.
A água é a base de todo sistema fisiológico da produção. É ela que, na quantidade certa, além de hidratar leva os nutrientes necessários para o desenvolvimento do plantio. Se há chuva demais em uma região de plantio ou um período de seca, a produtividade não será a mesma e a consequência será na rentabilidade do campo. Neste ponto, é importante lembrar que o Agronegócio representa 30% do total do PIB atual e afeta diretamente a economia do país.
Na contramão das dificuldades para a produção agrícola está a demanda populacional. Nos últimos 90 anos, o mundo passou de 2 para 7,5 bilhões de habitantes, sendo que a expectativa é de que até 2100 a Terra chegue a 11,2 bilhões de pessoas.
Todo este cenário mostra a responsabilidade que o setor tem e a necessidade de repensar métodos e tecnologias que proporcionem uma nutrição mais eficiente com menor uso de recursos naturais, produzindo assim alimentos de forma mais sustentável e ao mesmo tempo eficiente para as futuras gerações. Cada vez mais temos que pensar no ambiente e fazer com que nossos produtores trabalhem de forma sustentável e também tenham um excelente retorno financeiro com isso.
É preciso que o agricultor entenda a importância do cenário que está se pintando para as próximas décadas. Somente ações tomadas em conjunto por todos – produtores, pesquisadores e empresas – neste momento poderão evitar catástrofes ainda maiores no futuro. A integração de pesquisa e desenvolvimento com as necessidades que o campo irá enfrentar é essencial.
Criar um manejo proativo para planejar de maneira inteligente o uso dos recursos passa pelo estudo aprofundado da fisiologia e nutrição plantas, além dos conceitos de água e fertilidade do solo. É preciso entender urgentemente todos estes pontos para se encontrar soluções e agir para frear estas perspectivas.
A criação do Bufallo Team pela UPL do Brasil vem de encontro com esta demanda. O grupo une os pesquisadores nestes temas mais renomados do país em busca de uma agricultura mais sustentável com equilíbrio no uso de água e nutrientes nas lavouras. O Brasil, por ser um país continental, abriga climas e particularidades em cada estado que podem auxiliar em uma solução comum. Cada cientista traz suas experiências, o que deu certo e errado também, e a união deste conhecimento traz um cenário mais amplo do que acontece hoje e do que pode acontecer no futuro para conscientizar o produtor sobre riscos e possíveis soluções.
Existe uma perspectiva triste traçada pelos estudos e depende de todos nós do setor de agricultura tentar mudar o rumo que caminhamos. Estas decisões não influenciam somente o agricultor, mas sim toda a população, incluindo nossos filhos e netos. Qual o mundo que buscamos para eles?


2 de agosto de 2016

A qualidade da água e os impactos na produção de leite.

balde branco 2015Vacas bebem água de 10 a 15 vezes por dia em torno de 10 litros cada vez. Em verões quentes podem beber até 200 litros de água por dia. A velocidade normal que uma vaca pode beber é de cerca de 20 litros por minuto. Quanto mais fácil estiver o bebedouro ao alcance das vacas mais ela beberá água (COWSIGNALS).

A água é um solvente universal. Nenhum líquido pode dissolver ou diluir mais substâncias que a água. A mesma característica torna a água o mais eficiente agente de transporte de substâncias imprescindíveis em nosso organismo, nas plantas, nos processos de higiene e limpeza, na fertirrigação, na composição do leite, faz dela a mais letal das substâncias nocivas à saúde humana e animal e causadora de prejuízos imprevisíveis e irreversíveis em processos produtivos, sistemas de irrigação, resfriamento ou aquecimento que utilize água. A influência da qualidade da água na produtividade de leite ainda necessita de estudos mais amplos e profundos. A vaca que produz um alimento, no caso o leite, e tem um ciclo de vida longo com grandes investimentos. Diferentemente de outras espécies a como frangos e suínos que são o alimento e tem um ciclo de vida relativamente curto. O fato relevante desta informação é que se a água contiver algum elemento que prejudique a saúde do animal poderá afetar sua produtividade, fertilidade ou mesmo leva-la a morte.

Faça download do artigo completo: A qualidade da água e os impactos na produção de leite.

 



4 de maio de 2016

O impacto da água no desempenho das aves e nos custos de produção.

SBSA6O impacto da água no desempenho das aves e nos custos de produção.

Esse foi o tema da palestra proferida no  XVII Simpósio Brasil Sul de Avicultura e para a VIII Poultry Fair realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas na cidade de Chapecó, SC entre os dias 5 e 7 de abril de 2016.

  1. Introdução.

No final da década de 90 a avicultura brasileira alcançava patamares de produção e produtividade que prenunciavam o Brasil como emergente nas exportações de carnes de aves. Desde então passou de uma média de 500 ton exportadas na virada do milênio a praticamente 4.000 ton atuais, o que significou um aumento de 800% em 15 anos e hoje projeta o pais na liderança das exportações e no terceiro lugar como maior produtor mundial segundo Relatório Anual da União Brasileira de Avicultura 2014.

No início do ano 2000, embora o pais já contasse com um melhoramento genético avançado, alta tecnologia nutricional, rigorosos procedimentos sanitários desde os incubatórios até os integrados, os resultados ainda não SBSA4refletiam a expectativa das empresas.

A água, embora hoje seja vista como principal nutriente, envolvida em todos os aspectos do metabólicos das aves, ainda não recebeu a atenção necessária dos profissionais ligados a produção de frangos de corte e perus. A água pode inferir um forte impacto econômico nos custos de produção se não houver uma atenção mais cuidadosa para suas características físico-químicas.

Estabelecer os parâmetros físicos e químicos ideias para a produção de frangos e perus carece de estudos mais aprofundados no Brasil, embora estudos internacionais possam nos apontar alguns impactos importantes no desempenho das aves.

Há três impactos que estabelecem uma forte relação entre o desempenho das aves com e redução de custos na produção.

  1. O manejo correto dos recursos hídricos disponíveis, o cuidado com a qualidade da água captada e armazenada, reduz os custos do tratamento necessário para se obter uma água de boa qualidade na produção avícola.
  2. O uso de uma água com qualidade que não impacte no desempenho das aves promove redução dos custos de produção com alimentos, medicamentos, tempo de alojamento, manutenção dos sistemas de distribuição de água e climatização, entre outros fatores.
  3. O tratamento da água com produtos adequados, desenvolvidos para tal aplicação, garante o uso correto dos mesmos e os resultados desejados. Economizar com produtos de baixa qualidade pode custar caro no fim do processo produtivo.
  1. Legislação: Instrução Normativa nº 56 – MAPA (IN56)

SBSA1A IN56/2007, que estabelece os procedimentos para registro, fiscalização e controle de estabelecimentos avícolas de reprodução e de estabelecimentos avícolas comerciais, no seu Capítulo II − do Registro dos Estabelecimentos Avícolas, recomenda no Art. 9:

VIII − documento comprobatório da qualidade microbiológica, física e química da água de consumo, conforme padrões da vigilância sanitária, ou atestado da utilização de fornecimento de água oriunda de serviços públicos de abastecimento de água.

No CAPÍTULO III− da Fiscalização, lê-se

Art. 21. Os estabelecimentos avícolas comerciais e de reprodução deverão adotar as seguintes ações:

VIII − realizar análise física, química e bacteriológica da água, conforme os padrões estabelecidos na Resolução do Conama nº 357, de 17 de março de 2005, à exceção de contagem de coliformes termotolerantes, que deverá seguir o padrão estabelecido pela Portaria do Ministério da Saúde nº 518, de 25 de março de 2004. A Portaria 518/2004 foi revogada tendo entrado em vigor a Portaria 2914/2011 que deverá ser substituída em 2016 visto que tal norma é revisada a cada 5 anos.

A IN56/2007 foi alterada por meio do Ofício Circular nº 1/2008, que selecionou os parâmetros de qualidade de água a serem monitorados na avicultura. O ofício apresenta os parâmetros a serem monitorados, bem como seus respectivos valores máximos permitidos (VMP). A circular ainda destaca que quando o parâmetro STD (sólidos totais dissolvidos) apresentar valor superior a 500 mg/L deve-se avaliar todos os demais parâmetros pela resolução do Conama 357 ou pela resolução do CONAMA 396.

Outro ponto que deve ser comentado sobre essa norma é que o Art.9 recomenda que a qualidade microbiológica, física e química da água de consumo deve seguir padrões da vigilância sanitária. Neste caso o padrão deveria ser o da Portaria MS 2914/2011 e não o da resolução do Conama 357/2005 como diz o Art. 21. Continua…

Download do Texto na integra: O impacto da água no desempenho das aves e nos custos de produção

Download do PowerPoint na integra: O impacto da água no desempenho das aves e nos custos de produção



7 de abril de 2016

O meio ambiente, o marketing da sustentabilidade e os impactos ambientais da industria da carne.

Diferentemente dos efluentes gerados por outros seguimentos industriais que tem altas cargas de contaminantes químicos como metais, corantes ou derivados de petróleo a indústria de alimentos de modo geral caracteriza-se pela alta carga orgânica.

A preocupação com a preservação do meio ambiente faz com que a cada ano as normas ambientais sejam mais restritivas e por vezes chegam a causar confusão aos que no dia a dia precisam se esmerar para cumprir as legislações em constante atualização.

Independente da norma a ser seguida e da complexidade exigida, um princípio elementar que os profissionais de meio ambiente devem ter em mente, sejam consultores ou responsáveis pela área ambiental em suas empresas é que estas devem ser lidas, interpretadas e estar sobre completo domínio daqueles que respondem por este tema.

Há uma prática muito comum de estes profissionais procurarem laboratórios de análises ambientais e esperar que os mesmos indiquem quais são os parâmetros a serem avaliados em sua amostra, seja a matriz um efluente, um resíduo ou água.

Um laboratório de análises ambientais não tem subsídios suficientes para receber uma amostra de qualquer que seja a matriz e simplesmente estabelecer parâmetros para analises sem uma total inteiração com o profissional do meio ambiente que lhe defina a origem e o destino daquele material.

Fazer a avaliação de uma matriz sem a interação total com o cliente seria como se o leitor ao sentir um mal estar, procurasse um laboratório de análises clínicas, solicitasse que o mesmo realizasse algum exame de sangue para que ele então pudesse procurar um médico que lhe desse um diagnóstico. Ocorre exatamente ao contrário e neste caso o médico é o consultor de saúde que orienta e diagnostica o paciente.

Existem laboratórios que contam com serviços de consultoria ambiental. Neste caso um profissional poderá realizar uma visita local e então definir junto com a empresa o que deverá ser realizado. Entretanto este profissional deverá assumir a responsabilidade deste serviço prestado junto aos órgãos reguladores.

Entretanto, quando o profissional responsável pela empresa, seja um consultor ou um gestor ambiental, entra em contato com o laboratório e solicita serviços de analises ambientais, deverá passar todas informações possíveis sobre a matriz a ser avaliada para que o laboratório possa avaliar os parâmetros corretos e assim emitir um laudo que atenda as exigências da legislação.

Leia artigo na integra: O meio ambiente, o marketing da sustentabilidade…



23 de março de 2016

O CONCEITO DE AGROHIDROPECUÁRIA

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Download do Livro

A agrohidropecuária talvez seja um novo conceito da visão da produção animal que englobe definitivamente a água como insumo essencial em toda cadeia produtiva.

Encerrado hoje, dia 23 de março, o IV Simpósio em Produção Animal e Recursos Hídricos embora tenha atingido um número maior de participantes que as edições anteriores e reunido profissionais e pesquisadores, nacionais e internacionais, dos mais diversos seguimentos como agrônomos, veterinários, biólogos, zootecnistas, químicos, geólogos e ambientalistas, bem como profissionais do seguimento da indústria nutrição, de produção de leite, produção e suínos, piscicultura, consultores ambientais, consultores de projetos de manejo e irrigação, professores do Instituto Federal e FATEC alunos de diversas instituições de ensino, enfim, a mais diversificada linha de trabalho e pesquisa que se pode reunir em torno de um único tema, ÁGUA, ainda assim, teve uma participação muito aquém do que merece o tema para as grandes empresas que dependem e impactam os recursos hídricos disponíveis.

Realizado a cada dois anos, o SPARH é um espaço multidisciplinar que oferece uma oportunidade única de troca de experiências entre os diferentes seguimentos produtivos no sentido de gerar uma colaboração cooperativa para os problemas e conflitos de uso dos recursos hídricos que impõem a cada ano limites para o desenvolvimento, ou mesmo prejuízos localizados, para empresas e produtores de carne.

A água, assim como a agricultura e a pecuária, é fundamental para existência de vida no planeta. Por serem de extrema importância, a água e a produção de alimentos têm intensos vínculos: não há produção sem água em quantidade e com qualidade, do mesmo modo que não há um substituto para água. Portanto se pode falar de agrohidronegócio, no qual se capta a água em seu estado líquido e transforma-a em produtos, sejam eles na forma líquida (leite, sucos etc.) ou sólida (soja, milho, carnes etc.).” (Palhares, 2016, Livro Produção Animal e Recursos Hídricos Vol. 1, pg 11)

Mas, cremos que aqueles que estavam presentes saíram do evento comprometidos em buscar, cada um dentro de sua especialidade e área de atuação, soluções para redução do impacto da atividade agrohidropecuária nos recursos hídricos.

O evento deixou uma percepção definitiva de que a água é insumo e deve ser valorado dentro da cadeia produtiva.

Nutricionistas das empresas de ração devem começar a discutir as formulações não apenas com vistas ao melhor desempenho ou ao apelo de marketing, pela adição extra deste ou daquele nutriente, mas também nos impactos que os resíduos gerados pelos animais terão no meio ambiente devido a fatores como composição da excreta, volume de excreta, necessidade de consumo de água. Nutrição de precisão e redução do impacto no meio ambiente, é o tema que deverá dominar as discussões num futuro muito próximo na agrohidropecuária.

O manejo da água na produção deverá ser uma prática constante. Desperdícios não serão mais tolerados. Hidrômetros devem ser ferramentas comuns nas propriedades e devem medir o consumo das diversas etapas de produção como dessedentação, limpeza, ambiência, irrigação e outros consumo que envolvem a agrohidropecuária.

Os sistemas de produção devem ser revistos e aprimorados levando em conta o consumo e os impactos na qualidade da água e a eficiência produtiva.

O uso da água de chuva já é visto como a melhor fonte do insumo hídrico capaz de reduzir a pressão do consumo sobre as fontes naturais da propriedade.

Estes e muitos outros temas poderão ser estudados no livro Produção Animal e Recursos Hídricos Vol. 1 lançado durante o IV SPARH. Cada edição dos próximos eventos agora contará com um livro que será disponibilizado gratuitamente no site da Embrapa Pecuária Sudeste.

O V SPARH, seguindo a tradição do evento, será em 2018, no dia Mundial da Água, 22 de março. São dois anos para que profissionais, pesquisadores, empresas e instituições de ensino e pesquisa se programem para participar e contribuir com o evento.

Até lá, cuidemos de nossa água, em quantidade e qualidade, para que não traga prejuízos e restrições o desenvolvimento da produção animal.

Faça download do Livro Produção Animal e Recursos Hídricos.



21 de março de 2016

Março, o mês das Florestas e da Água.

dia florestasMas não podemos esquecer que hoje, dia 21, é o dia Internacional das Florestas. Não há água de qualidade sem a preservação e conservação de suas fontes e estas estão ou são dependentes das florestas. Não refiro-me apenas as áreas verdes, mas todos tipos de biomas que regulam o clima e tem importante papel no ciclo hidrológico. As florestas tropicais são apenas um destes biomas.

Preservar implica em manter intocada. Precisamos de florestas intocadas, precisamos garantir o ciclo natural de purificação das águas que só é possível graças as florestas.

Conservar pressupõe o uso sem agressão. Conservar as fontes de água, nascentes, poços e rios implica em adotar manejos que não prejudiquem a qualidade da água que temos para ser utilizada.

O tratamento da água começa com a Preservação e Conservação dos recursos hídricos. Qualquer outra técnica que venhamos a adotar depois para obter a água dentro dos padrões necessários para uma determinada atividade são tratamentos paliativos.

Não podemos mensurar o que não é controlado. As atividades agrícola e agropecuária carecem de normas que definam e orientem quanto ao consumo consciente de água na produção rural e que também sejam facilitadoras do processo produtivos e não apenas reguladoras.

Não se trata de fiscalizar e punir, mas de orientar e dar subsídios para uma produção sustentável econômica, ambiental e socialmente.

Sem florestas preservadas atividades pecuárias tentem a se extinguir de determinadas regiões.

O rigoroso controle do manejo da água não tem por objetivo apenas impor controles mas entender o papel da água na atividade. Todas espécies animais necessitam de determinado volume de água em função de alimentação, temperatura, conforto ambiente, ciclo reprodutivo, conversão alimentar, produção e produtividade.

Mensurar se o consumo de água está sendo suficiente para atingir os resultados esperados deveria ser uma ferramenta de uso em qualquer atividade. Esse controle daria importantes informações que poderiam ser administradas para melhorar os ganhos na produção além de evitar o desperdício de água.

Veja o vídeo da FAO sobre o tema.



1 de março de 2016

Água em Curso

logo_linkedinÁgua em Curso é seu canal de aprendizado sobre o tema gestão dos recursos hídricos na produção agropecuária e agrícola.

Aqui você terá a informação sobre a publicação de diversos cursos e palestras sobre o tema.

O objetivo é despertar o interesse dos profissionais e futuros profissionais da produção agropecuária e agrícola a serem agentes de gestão dos recursos hídricos em suas áreas de atividade.

Não deixe de participar e contribuir com suas experiências em nossa classe Água em Curso.

Abaixo segue um resumo do contexto do que pretendemos colocar a disposição daqueles que acessam nosso site.

Breve maiores novidades e informações.

 


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28 de fevereiro de 2016

Dia Internacional do Leite. Qualidade da água e a qualidade do leite.

leiteNo dia internacional do leite entrevista fala sobre a importância da água para a qualidade do produto mais consumido no mundo.
Programa Dia a Dia Rural da TV TerraViva do Grupo Bandeirantes é um programa de entrevistas, debates técnicos, boletins ao vivo dos maiores eventos do setor e as principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo.
Em comemoração ao Dia Internacional Internacional do Leite, Otávio Ceschi Jr. entrevista João Luis dos Santos, da Especializo, sobre a importância da conscientização quanto a qualidade do produto consumido pela sociedade e os impactos que a qualidade da água pode causar no produto.


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27 de fevereiro de 2016

A Gestão da Água: Quantidade e Qualidade na Produção Animal.

1.    Introdução.

Muitos profissionais da avicultura, suinocultura e bovinos de leite estão se deparado com a questão da gestão da qualidade e disponibilidade da água em sua rotina diária. Uma área que até então era de domínio dos técnicos do saneamento, químicos e engenheiros sanitaristas; agora exige interdisciplinaridade.

Neste sentido, a grande questão é identificar quais são os principais pontos a serem observados na gestão eficaz da quantidade e qualidade da água disponível na atividade produtiva em questão.

Atender a demanda crescente, manter a qualidade compatível com as exigências legais, aplicar técnicas de tratamento, monitorar eficácia dos resultados, minimizar impactos da atividade produtiva no recurso hídrico.

Cada um destes pontos é um tema a ser largamente explorado. Profissionais do seguimento produtivo que desejam manterem-se contextualizados e atualizados já perceberam que não poderão mais evitar esta discussão.

2.    Demanda e Reservação de Água.

Um dos pontos mais críticos encontrados na produção animal refere-se a adequação do sistema de abastecimento para atender a demanda; em quantidade e qualidade; de água necessária para produzir com segurança.

Não é raro nos depararmos com sistemas de abastecimento cujos reservatórios estão subdimencionados não atendendo a necessidade total de água durante os picos de consumo. Embora muitas vezes a vazão de entrada possa suprir a vazão de saída mas não permitir a reservação de água na caixa d’água.

Entender o impacto desta anomalia é fácil. Vamos simular uma ocorrência.

Um produtor tem uma fonte qualquer (poço, nascente, açude, etc) que lhe fornece 2.000 litros de água por hora. Esta água chega a um reservatório de 1.000 litros.

Em média ele consome 1.000 litros em condições normais de produção. Mas há momentos em que a demanda por água aumenta; pelo estresse calórico, atividades de limpeza ou outras necessidades de produção. Neste momento o consumo pode chegar a 2.000 litros por hora.

Com uma entrada de 2000 litros hora e uma saída de 2000 litros hora não vai faltar água. Entretanto, num reservatório de 1000 litros, o tempo de permanência da água no mesmo será de apenas 30 minutos, ou seja, o tempo limite para que ocorra a desinfecção. Neste caso, o ideal será aumentar a reservação para 4000 litros e garantir o máximo de tempo de contato para uma desinfecção eficiente.

3.    Vulnerabilidade e Qualidade da Água.

Vulnerabilidade refere-se a situações de risco a que o recurso hídrico (nascente, poço, lagoa, rio) esta exposto devido a ação antrópica relacionadas a atuação atividade produtiva local.

Medidas de conservação deste recurso hídrico devem ser estudadas e adotadas no sentido de mitigar os impactos que afetam a qualidade e quantidade sem, entretanto, afetar a disponibilidade necessária para atender a demanda.

De acordo com Julio Cesar Pascale Palhares; atualmente pesquisador na Embrapa Sudeste em São Carlos – SP existem duas práticas que podemos adotar: a preservação e a conservação da água. “Primeiramente, é necessário esclarecer que são duas práticas totalmente diferentes. Preservar determinada fonte de água significa que não utilizaremos esta fonte para nada, deixaremos a natureza seguir o seu caminho, sem interferir”.

Por outro lado quando usamos o termo conservação de uma fonte de água quer dizer que esta fonte será utilizada para os mais diversos fins, mas de uma forma que não degrade a qualidade e a quantidade de água que ela nos proporciona. “Se utilizarmos um poço sem conservá-lo chegará um dia que ele poderá secar e não teremos mais o conforto que ele proporciona”.

Considerando que a necessidade é de exploração da água para atividades produtivas, vamos focar o tema conservação do recurso hídrico.

4.    Tratamento e Qualidade da Água.

Considerando que tenhamos equalizado a reservação de água; com um sistema de sistema de abastecimento corretamente dimensionado; e adotado medidas de conservação do recurso hídrico a preocupação passa a ser a qualidade da água reservada para uso na produção avícola.

Não podemos ignorar que uma vez captada e reservada a água está susceptível a vários fatores de risco de contaminação.

Adotar o correto tratamento da água reservada é essencial para se obter água com qualidade segura que garanta os melhores resultados de desempenho e do produto.

Dentre as técnicas de tratamentos a mais comumente aplicada é o Processo de Desinfecção. Outras técnicas como a filtração ou remoção de metais além de mais complexas são menos usuais em água de captação de fontes subterrâneas ou nascentes. Mas em alguns aspectos a adoção de outras técnicas são necessárias para águas de açudes, lagoas e rios por exemplo.

Entretanto em todas elas a desinfecção deverá fazer parte do processo e apenas o total domínio dos principais pontos de um Processo de Desinfecção garantirá o sucesso da aplicação do sanitizante.

5.    Conclusão.

Com este cenário em mente, neste espaço você encontrará uma série de artigos e trabalhos científicos que abordarão sistematicamente cada um destes conceitos. A cada nova abordagem, outros artigos mais profundos sobre um tema específico serão indicados caso o leitor queira mais informações.


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